Dois meses de leva-e-traz micro (novinho!) pra assistência, de finalização do projeto da monografia (nota dez) e de trabalho chato até tarde. Cansaço, sabe? Gosto de ter quase tudo sob controle, e nesses últimos tempos vivo com a impressão de que estou na corda bamba e que vai acontecer alguma coisa que irá mudar minha vida para sempre. Não que ela seja maravilhosa, mas o histórico de mudanças não foi bom, e o pessimismo toma conta de tudo.
Ah, e eu virei uma chata indecisa que não sabe se adora a rotina ou se joga tudo para o alto - leia-se emprego - e vai tentar descobrir o que realmente gosta de fazer na vida. Um dia quase peguei minha bolsa e saí no meio da tarde sem dizer tchau a ninguém. Quase. Mas a vontade foi enorme.
Trinta e três batendo à porta: continuo com a cara de menina e a sensação de que ainda estou escolhendo "o que vou ser quando crescer". Só que já escolhi, não é mesmo? E não estou nada satisfeita. Quem sabe se eu conseguir voltar oito anos no tempo...
Sim, a professora aceitou ser a orientadora da minha monografia de conclusão do curso e finalmente acabei de terminar a (primeira versão da) introdução do projeto, cujo tema será a participação política das mulheres durante o regime militar. Agora vai...
Embora tenha conversado com o chefe e ficado feliz com os elogios ao meu trabalho, nada de promoção. E continuo com os "servicinhos sujos", como chamo aqueles que ninguém quer fazer e sobra para os mais novos do setor (que atualmente se resume à minha pessoa). "É que eu fico tranqüilo, Karla, pois você nunca deixa um trabalho incompleto" - diz o chefe. Parece que a promoção virá a médio prazo; eu disse "parece", apesar da garantia dele, pois não acredito mesmo em promessas. De consolo, só a satisfação de fazer um trabalho bem feito.
Uma maravilha o show do Nando Reis: dessa vez em um local mais espaçoso, pulei e dancei até me acabar. Ah, e mais uma vez, a constatação da minha vida: não entendo e não falo a língua dos homens que me paqueram, e até na linguagem dos sinais eu me atrapalho toda. Ó vida.
É sempre assim, tristeza e alegria se alternando, não é mesmo? Se sábado foi o dia do encontro doloroso com um "fantasma" acompanhado da namorada, hoje recebi um email da professora a quem pedi orientação para a monografia; só a resposta "acho que podemos conversar, sim", me deixou contentíssima. E, no final das contas, fantasmas devem ser exorcizados, não? Aviso: tô virando a página (até que enfim!).
Mas uma coisa que me deixou grilada foi o meu chefe ter me pedido referências de uma colega da antiga agência, sexta, no momento em que eu estava indo embora: não sei se é para a vaga da comissão superior à minha ou a que estamos exercendo hoje, o que significaria que alguém (podendo ser eu mesma) terá promoção. Não perguntei porque sei que ele não gosta de ser pressionado, mas me deixar ficar com essa dúvida martelando a cabeça por todo o carnaval, não é justo, viu? Ô curiosidade...
Não morri nem enterrei o blog: trabalho, muito cansaço, a mesma ladainha de sempre. Tomei posse dia 1º de outubro no novo local: no começo foi ótimo, mas já houve tantas mudanças e minhas atribuições estão tão indefinidas que no final do dia me pergunto se no outro ainda estarei no mesmo lugar. No trabalho preciso de segurança, sabe? Rotina, trabalho metódico, não me importo; ficar correndo sem saber onde vou parar é que não dá.
Férias em novembro, viagem? Nem nos sonhos. Talvez em janeiro, coincidindo só duas semanas com as da facul. Primeiras férias pós-cirurgias e não vai dar nem pra ir na esquina (janeiro = sol forte, nem pensar). Vou ver se ganho na loteria e dou um pulinho em Paris.
Apesar dos protestos, decidi que vou deixar de ser ruiva: castanho acobreado no máximo, e ponto final.
Visita à médica, surpresa ruim: biópsia de um tecido retirado em local suspeito, "fique tranqüila, K, que não é câncer!". Eu já vi esse filme, rezem por mim.
Nesses últimos dias venho tentando descobrir como é que eu atraio tanta gente doida. Tenho várias teorias, mas a que vem prevalecendo é a de que talvez eu é que seja normal demais (isto é, na opinião deles). Porque todo mundo pensa que minha vida é perfeita, sabe? Que todos me amam e me apóiam, que consigo tudo o que quero e etc. Sabe qual é o problema? Parece que ninguém quer enfrentar a própria culpa, e sempre apontam o dedo para o outro; já eu tento resolver os problemas primeiro dentro de mim mesma, encarando de frente todos os demônios, ficando confusa, sofrendo, e, no fim, aceitando a inevitável falibilidade. Razão e Emoção em equilíbrio, muito prazer, meu nome é K., agora que as descobri não largo mais. E vocês aí, amigos-colegas-namorados que ficam me rondando, aviso que já tô cansada de ficar segurando a barra e aturando esses surtos patéticos: pelo amor de Deus, vão se tratar.
Minha primeira decepção com o Submarino: o pedido que fiz perto da meia-noite de 31 de maio, previsto para chegar até quarta passada, dia 6, nem sinal. Sabe aquelas fases em que tudo, tudo dá errado? Até evitando sair estou, com medo do lazer se transformar num desastre.
Sabe qual é a minha mais nova meta, no Banco? Não é nada mais do que aprender com o meu chefe a ter a cara-de-pau de chegar atrasado, passar o dia enrolando e ainda ficar revoltado por terem cancelado a folga por causa da vinda do Gerente de Mercado. E a cara que ele fez, fingindo que queria a folga pra visitar a irmã doente, quando iria mesmo é para o São João em Campina Grande? Um chefe folgado atrás do outro é carma, só pode ser.
Queria poder postar toda vez que surgisse uma boa idéia. Pensei em postar via e-mail, mas não dá pra ficar à vontade lá na agência, com colegas passando pra lá e pra cá a toda hora. Hoje teve visita do Super e a quase confirmação de que a agência irá subir de nível. Aumento de salário? Só para os gerentes e administradores (para nós, só aumento de trabalho e um tapinha nas costas). Tem nada não, pra que eu quero ganhar dinheiro mesmo?
Ontem foi o dia de redescobrir Carlota Joaquina, o filme, para a aula sobre o Império de História do Brasil. Outros olhos, outra percepção: é bom ser (estar?) adulta.
Animada para passar o Carnaval na casa de praia de uns amigos, com um providencial quiosque para me abrigar do Sol, vem a ducha de água fria: a casa será a-lu-ga-da para os cinco dias. "Vamos combinar de passar juntos em outro lugar" - manda, via torpedo, a dona da casa. A esta altura, cara-pálida, vamos encontrar que lugar disponível, me diz? Moral da história: alegria de pobre dura pouco.
1968: o ano que não
terminou 84 Charing Cross Road A Casa dos Espíritos A Cidade das Feras A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo A Guerra do Fim do Mundo
A invasão da América Latina
A Metamorfose A morte de Iván Ilitch
A mulher na construção do mundo futuro A revolução dos bichos
A Saga dos Plantagenetas A Tempestade dos Sonhos
Adeus às armas
Admirável Mundo Novo
As veias abertas da América Latina
Assim Falou Zaratustra Cem Anos de Solidão
Dom Quixote de la Mancha De Amor e de Sombras
Do Contrato Social El Plan Infinito Garibaldi & Manoela Máquina de Pinball Memória de minhas putas tristes
Memórias do Cárcere
Meu amigo Che Meu país inventado Mitologia ao alcance de todos Moça, interrompida Nas fronteiras da loucura O Amor nos Tempos do Cólera O Apanhador no Campo de Centeio O caçador de pipas O Guia do Mochileiro das Galáxias O homem e seu algoz
O lobo da estepe O príncipe
O processo O que eu amava O senhor das moscas
O tempo e o vento
O velho e o mar
O vermelho e o negro O vôo da gaivota Os ancestrais de Avalon Os catadores de conchas
Os dez dias que abalaram o mundo Os Incas: a princesa do Sol
Os seis meses em que fui homem
Os Maias
Os Sertões Paula
Perto do coração selvagem Pride and Prejudice Razão e Sentimento Relato de um náufrago
Terra e Cinzas Violetas na Janela Zona Morta