Depois de vários meses de sacrifício e dúvida (muitas vezes me sentindo a maior idiota por ficar em casa estudando, ao invés de olhar o mundo lá fora), agora veio a satisfação: aprovada em 3 certificações no Banco (não passei na quarta por UMA questão) e essa beleza de nota aí embaixo no IELTS:
YOUR RESULT
Candidate Number
XXX
Listening
7.5
Reading
7.5
Writing
7
Speaking
7
Overall Band
7.5
Nível "Good user" e mais uns pontos no currículo do Banco, feliz demais.
Faltou falar do cansaço de todo dia no trabalho, das noites mal-dormidas (preocupação constante), mas não tem nada, não: Cambridge e cidades vizinhas me esperam em setembro. Claro que está valendo a pena.
Faz uma semana que estou apaixonada por um personagem. Uma semana de insônia, frio na barriga, alheamento, até perdi peso. Não me orgulho: homem inatingível, nem perto de um dos clássicos da literatura, imaturo até. Como é que um cara de carne e osso e defeitos conseguirá rivalizar com alguém tão perfeito? Sem chance. Quando é que eu vou sair da adolescência, hein?
Dois meses de leva-e-traz micro (novinho!) pra assistência, de finalização do projeto da monografia (nota dez) e de trabalho chato até tarde. Cansaço, sabe? Gosto de ter quase tudo sob controle, e nesses últimos tempos vivo com a impressão de que estou na corda bamba e que vai acontecer alguma coisa que irá mudar minha vida para sempre. Não que ela seja maravilhosa, mas o histórico de mudanças não foi bom, e o pessimismo toma conta de tudo.
Ah, e eu virei uma chata indecisa que não sabe se adora a rotina ou se joga tudo para o alto - leia-se emprego - e vai tentar descobrir o que realmente gosta de fazer na vida. Um dia quase peguei minha bolsa e saí no meio da tarde sem dizer tchau a ninguém. Quase. Mas a vontade foi enorme.
Trinta e três batendo à porta: continuo com a cara de menina e a sensação de que ainda estou escolhendo "o que vou ser quando crescer". Só que já escolhi, não é mesmo? E não estou nada satisfeita. Quem sabe se eu conseguir voltar oito anos no tempo...
Estava retocando a introdução do projeto para enviar à professora, quando o micro trava e na reinicialização aparece a mensagem "boot failure. press any key to continue", e nada de iniciar o Windows. Apesar de quase tudo salvo no Google Docs, não deu pra evitar a sensação de desânimo, ao pensar no leva-e-traz do micro à assistência e no atraso das anotações da monografia. Mas eu rezei muito e... Deus salve a minha amiga Lan* e o modo de segurança do Ruindows! :)
Devo me encontrar amanhã (hoje!) com a professora da facul para pedir que ela seja a orientadora da minha monografia. Sempre me orgulhei de não ser nada tímida quando o assunto é estudo/trabalho, mas confesso que estou totalmente sem jeito para fazer esse pedido, haja vista o histórico de respostas grosseiras que já vi saindo da boca dela nas duas disciplinas que cursei. Como eu sempre li todos os textos e participei ativamente das aulas, me falaram que comigo seria diferente, mas não sei não, vou esperar para ver... Se tudo der certo, o tema será a participação das mulheres nas organizações de apoio ou resistência ao golpe de 1964, particularmente as de origem nordestina, e, pelo conhecimento do assunto, ela seria(será) a orientadora perfeita.
Quarta-feira volto a trabalhar, e não sei se é a agonia da monografia ou um efeito retardado dos acontecimentos ruins dos últimos meses que está(ão) me fazendo perder o sono à noite; desde a semana passada, tenho passado algumas noites em claro, elétrica, sem conseguir relaxar. As aulas também recomeçaram e não posso me dar ao luxo de ficar bêbada de sono no trabalho e na facul. E como remédio não tomo mesmo, o jeito é rezar.
Todos os anos prometia que começaria a anotar numa planilha os meus gastos, mas foi neste, sem resolução nenhuma, que as coisas estão acontecendo: acabei de anotar, uma a uma, as despesas atuais e vindouras, numa ótima planilha enviada pela Zel. Claro que constatei que preciso gastar menos com supérfluos, mas agora sei exatamente quanto e como.
Ano novo, quarto novo. E só depois é que minha madrinha avisa que ela e um casal amigo irão passar de julho a dezembro na França, e me convidam a ir para lá nas férias. Sentiram a necessidade da planilha acima? Já tô me imaginando setembro ou outubro em Paris. Espero que a covardia e o meu chefe não atrapalhem e eu consiga mesmo realizar esse desejo.
Acho que nunca demorei tanto a atualizar o blog, mas a desculpa "são tantas coisas acontecendo que não tive nem cabeça pra lembrar" é a pura verdade:
- Graças a Deus o exame mostrou que não era câncer, mas sim uma bobagem que já está sendo tratada. Foi bom o susto para me mostrar que a imunidade está baixa (será que isso era a causa do cansaço constante?), mas Leucogem e muito suco de laranja com espinafre já devem estar revertendo essa situação;
- Estava contente com a melhora da minha mãe, que começava a se mostrar menos triste com a morte do meu pai, quando veio a "bomba": o irmão querido dela, nosso modelo de tio, marido e pai, cometeu suicídio dia 19 de novembro (1 ano e 5 dias após a morte do meu pai), e todos ficamos muito abalados. É um choque grande, uma tragédia difícil de enfrentar, principalmente porque ele não dava sinais explícitos de depressão, mas mascarava-os com uma alegria aparente; pensamos que o motivo tenha sido tristeza pela morte do filho, há sete anos, em um acidente de moto, mas tenho a certeza de que nunca saberemos realmente o que estava se passando com ele para tomar essa atitude;
- No trabalho, tudo vai bem, com possibilidade de ascensão à vista: estão gostando do meu trabalho e meu chefe deferiu minhas férias para janeiro sem que eu precisasse pedir duas vezes. Ontem, na festa de confraternização, um colega, que nunca foi de falar muito, mas tinha bebido além da conta, me deu umas dicas ótimas e ainda confessou que os chefes estavam satisfeitos comigo;
- Recomeçaram as aulas da facul e decidi que a minha monografia será sobre memória da ditadura militar pós-64; o próximo passo será ler alguns livros essenciais sobre o assunto e tentar delimitar ainda mais o tema;
- Presente de Natal: acabei de fechar com a Denise do Síndrome de Estocolmo a compra de um iPod mini de 4GB, por um preço ótimo, com o bônus de muitas músicas da coleção dela;
- Um ano depois da primeira cirurgia plástica de reconstrução do braço, mais do que nunca, posso dizer: vale a pena viver.
Linda esta montagem do "Quebra-Nozes" que assisti confortavelmente, segunda passada, da segunda fila do teatro; claro que teve a vergonha de ver um morcego dando rasantes no meio da apresentação e pena do calor que os bailarinos deviam estar sentindo, já que o ar condicionado não estava funcionando direito. Mas foi ótimo olhar para trás e ver as cadeiras todas ocupadas, o que quase não acontece quando peças de boa qualidade são apresentadas aqui na província.
No clima de ocupar todo o tempo livre possível para não pensar nos problemas (i.e., o resultado de um certo exame), baixei um monte de filmes e séries e finalmente revi, na íntegra, The Stand. Quando passou na TV aberta - acho que na Band -, não deu pra entender direito o que é que a tal "Mamãe Abigail" (que me dava o maior medo) tinha a ver com a história, o que causou a peste e mil outras dúvidas. Se eu não tivesse tanta coisa pra ler e as férias da facul terminassem amanhã, juro que me animava a ler o livro. Ainda não terminei "Ensaio sobre a cegueira" e "1968: o ano que não terminou", os últimos escolhidos: aonde foi parar a devoradora de livros que eu costumava ser?
Amigas tendo bebês: pensei que a vontade de ter um só meu fosse renascer, mas sabe que após as visitas só dá vontade de abraçar o meu travesseiro e agradecer aos céus pelo silêncio da minha casa? Sofri com os agudos dos pobrezinhos com cólica e vi as olheiras das mães... Só pra aproveitar a boa vida, hoje dormi até não poder mais.
Saldo do dinheirinho que entrou no último mês: monitor massa a um preço quase camarada, ótimo para ler e-books.
Um mês e meio para as férias do trabalho, aleluia!
Nesses últimos dias venho tentando descobrir como é que eu atraio tanta gente doida. Tenho várias teorias, mas a que vem prevalecendo é a de que talvez eu é que seja normal demais (isto é, na opinião deles). Porque todo mundo pensa que minha vida é perfeita, sabe? Que todos me amam e me apóiam, que consigo tudo o que quero e etc. Sabe qual é o problema? Parece que ninguém quer enfrentar a própria culpa, e sempre apontam o dedo para o outro; já eu tento resolver os problemas primeiro dentro de mim mesma, encarando de frente todos os demônios, ficando confusa, sofrendo, e, no fim, aceitando a inevitável falibilidade. Razão e Emoção em equilíbrio, muito prazer, meu nome é K., agora que as descobri não largo mais. E vocês aí, amigos-colegas-namorados que ficam me rondando, aviso que já tô cansada de ficar segurando a barra e aturando esses surtos patéticos: pelo amor de Deus, vão se tratar.
Mau sinal: apesar do dia de folga, não fui renovar meu passaporte. Isso significa que o entusiasmo pela viagem está enfraquecendo, embora esteja devorando o guia, vendo filmes sobre o assunto e relembrando a conjugação dos verbos (dois anos de aula que até serviram, sabe?). Já registrei no sistema a intenção de férias a partir de 5 de novembro, quando não haverá conflito com outro colega, será primavera no Peru e, se Deus permitir, não choverá muito. O problema é que não dá pra ir "por conta própria" (fazer reserva por telefone ou internet, nem pensar) e as excursões que andei vendo são muito caras pro meu bolso para menos de uma semana de viagem (sou muito covarde pra fazer dívidas para momentos de "prazer"). O pior é que, como sei que não poderei tomar Sol pelo menos até o começo do ano que vem, vai ser difícil rolar outra viagem nas férias. Ó vida.
Clima tenebroso, depressivo no trabalho. Cada um indo para uma agência diferente (inclusive o chefinho camarada (por que não é o chefão, hein?)) e não fui chamada para o cargo de analista para qual me candidatei ("cartas marcadas", eu já desconfiava). Uns trabalhando muito, outros fugindo, injustiça tamanha que por mais de uma vez deu vontade de levantar da cadeira e gritar no meio da tarde. Juro que deu, deu sim. Mas eu engoli de volta, já é difícil ser mulher e jovem, não dá para ser louca também. Resultado: doença, claro, e uma dor no tórax que pensei que tivesse chegado a minha hora - de ir pro hospital, claro; tenho certeza que vou passar dos 70, só não sei se decrépita ou não -. O pior é que em todos os momentos da agonia do câncer eu ainda olhava o céu e via um azul brilhante; nessas últimas semanas, tá tudo cinza.
Pelo barulho dos fogos (e cheiro de fumaça, apesar de todas as portas e janelas fechadas), parece que ontem era véspera de São João lá fora, mas no meu mundinho, não: passei o dia assistindo a terceira temporada de House e tomando sorvete. Parece que a fase "tô nem aí pro mundo" não tá nem perto de acabar.
Dia de celebração: os 32 anos recém-completados, a alta da fisioterapia e o prognóstico muito otimista do ortopedista - nenhuma cirurgia à vista, aleluia! Agora é só contar os dias para as férias - possivelmente em novembro - e a realização de um sonho antigo: conhecer Machu Picchu. É hora de preparação, pois tudo indica que a segunda parte da minha vida acabou de começar.
Férias, ao menos da facul, já que vou sair do micro daqui a pouco pra estudar para uma certificação do Banco. Semana passada: últimas provas, correria para concorrer a uma comissão melhor aqui mesmo em João Pessoa, dias inteiros "rangendo dentes" porque o chefe só chega atrasado e é muito folgado e passa o dia navegando na internet e os chefões não fazem nada. Injusto, muito injusto.
Não acredito nessa história de "valer tudo" no amor (na guerra, sei que nada vale), mas alterar uma foto pra fazer ciúme é perdoável, não é não? Tá bom, é só pra chamar a atenção, mas alguém mais precisa sentir ciúme, não quero esse sentimento só pra mim. Vou arriscar de novo, que se dane.
Melhor descoberta (ainda que atrasada) dos últimos tempos: Google Reader. E o pessoal da tecnologia do Banco ainda não bloqueou, o que quer dizer que, por enquanto, ainda dá pra olhar meus sites preferidos no trabalho, e esquecer um pouco a raiva do chefe que não faz nada o dia todo e o "Pacote da Maldade" que a direção geral lançou sobre os funcionários. Tô direcionando o pensamento para as coisas boas da vida, pelo menos até o próximo piti; vamos ver até quando agüentarei.
Nas últimas duas semanas tenho me segurado pra não mandar duas "figuras" calarem a boca e parar com as lamentações sem fim. Problemas há em todo o lugar, afinal. Quem souber onde tem paciência pra vender, favor me avise com urgência.
Todo mundo está acostumando a ver a mulher sofrer depois do fim de um relacionamento, não é? Por que, quando acontece de o homem ficar mal, ninguém encara com naturalidade? Ter que encarar uma conversa com o chefão, me perguntando o que estava acontecendo com o ex, era a última coisa que eu queria. É uma pena ele não ter maturidade suficiente para evitar que os problemas pessoais interfiram no trabalho; nas muitas vezes em que o mundo quase caiu na minha cabeça, desde problemas de saúde a emocionais, agüentei firme, e espero que os outros façam o mesmo. Sinto muito, mas não tenho muito jeito pra bancar a babá de "coitadinhos".
A partir de segunda, não estarei mais substituindo o chefe: isso quer dizer que volto à (ótima) vidinha de sair no horário certo e não carregar toda os problemas nos ombros. E o melhor: chega de almoços tediosos com clientes chatos, por um bom tempo. Mais uma vez o chefão perguntou se eu queria a comissão de Gerente de Contas, outra vez disse não. Alívio.
Mas boa mesmo está sendo a sensação de liberdade: escolhi não ir a lugar algum neste final de semana, ficarei vegetando em frente à TV e não darei a ninguém a oportunidade de me importunar. Nada de sair por obrigação, ter que disfarçar a cara de tédio e sorrir como se tivesse me divertindo. O travesseiro e o controle remoto são o meu refúgio, e isso me basta.
1968: o ano que não
terminou 84 Charing Cross Road A Casa dos Espíritos A Cidade das Feras A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo A Guerra do Fim do Mundo
A invasão da América Latina
A Metamorfose A morte de Iván Ilitch
A mulher na construção do mundo futuro A revolução dos bichos
A Saga dos Plantagenetas A Tempestade dos Sonhos
Adeus às armas
Admirável Mundo Novo
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Dom Quixote de la Mancha De Amor e de Sombras
Do Contrato Social El Plan Infinito Garibaldi & Manoela Máquina de Pinball Memória de minhas putas tristes
Memórias do Cárcere
Meu amigo Che Meu país inventado Mitologia ao alcance de todos Moça, interrompida Nas fronteiras da loucura O Amor nos Tempos do Cólera O Apanhador no Campo de Centeio O caçador de pipas O Guia do Mochileiro das Galáxias O homem e seu algoz
O lobo da estepe O príncipe
O processo O que eu amava O senhor das moscas
O tempo e o vento
O velho e o mar
O vermelho e o negro O vôo da gaivota Os ancestrais de Avalon Os catadores de conchas
Os dez dias que abalaram o mundo Os Incas: a princesa do Sol
Os seis meses em que fui homem
Os Maias
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Perto do coração selvagem Pride and Prejudice Razão e Sentimento Relato de um náufrago
Terra e Cinzas Violetas na Janela Zona Morta