Depois de vários meses de sacrifício e dúvida (muitas vezes me sentindo a maior idiota por ficar em casa estudando, ao invés de olhar o mundo lá fora), agora veio a satisfação: aprovada em 3 certificações no Banco (não passei na quarta por UMA questão) e essa beleza de nota aí embaixo no IELTS:
YOUR RESULT
Candidate Number
XXX
Listening
7.5
Reading
7.5
Writing
7
Speaking
7
Overall Band
7.5
Nível "Good user" e mais uns pontos no currículo do Banco, feliz demais.
Faltou falar do cansaço de todo dia no trabalho, das noites mal-dormidas (preocupação constante), mas não tem nada, não: Cambridge e cidades vizinhas me esperam em setembro. Claro que está valendo a pena.
Férias do trabalho e da facul, mas não inteiramente: estou participando de um grupo de estudos de História do Século XX, formado por alunos e professores da universidade, e adorando. Claro que o material para leitura é enorme, mas uma reunião por mês não me matará. Faltam cinco disciplinas para concluir o curso, daqui a dois semestres me formo; já estou com saudades.
Os dentes inferiores muito juntos e feios me fizeram tomar uma decisão: voltar a usar aparelho ortodôntico, depois de vinte anos. Engraçado que lembro ter beijado meu primeiro namorado quando ainda usava um, e da alegria quando tirei, pouco tempo depois. Tomara que o tratamento não ultrapasse os dois anos.
Depois de meses de agonia, trabalhando bastante e sendo trocada de setor, meu chefe me liga hoje: "é que teve modificações aqui e você fará parte delas". Gelei. "Preciso procurar outro local (leia-se agência) para trabalhar, chefe?" Ele faz suspense, depois ri e diz: "Não, K. Tô te nomeando agora Analista, como reconhecimento do seu trabalho!" Agradeci, desliguei e comecei a chorar. Menos de um ano para atingir o objetivo; mais do que o dobro do salário. Valeu, Deus.
Dois meses de leva-e-traz micro (novinho!) pra assistência, de finalização do projeto da monografia (nota dez) e de trabalho chato até tarde. Cansaço, sabe? Gosto de ter quase tudo sob controle, e nesses últimos tempos vivo com a impressão de que estou na corda bamba e que vai acontecer alguma coisa que irá mudar minha vida para sempre. Não que ela seja maravilhosa, mas o histórico de mudanças não foi bom, e o pessimismo toma conta de tudo.
Ah, e eu virei uma chata indecisa que não sabe se adora a rotina ou se joga tudo para o alto - leia-se emprego - e vai tentar descobrir o que realmente gosta de fazer na vida. Um dia quase peguei minha bolsa e saí no meio da tarde sem dizer tchau a ninguém. Quase. Mas a vontade foi enorme.
Trinta e três batendo à porta: continuo com a cara de menina e a sensação de que ainda estou escolhendo "o que vou ser quando crescer". Só que já escolhi, não é mesmo? E não estou nada satisfeita. Quem sabe se eu conseguir voltar oito anos no tempo...
Sim, a professora aceitou ser a orientadora da minha monografia de conclusão do curso e finalmente acabei de terminar a (primeira versão da) introdução do projeto, cujo tema será a participação política das mulheres durante o regime militar. Agora vai...
Embora tenha conversado com o chefe e ficado feliz com os elogios ao meu trabalho, nada de promoção. E continuo com os "servicinhos sujos", como chamo aqueles que ninguém quer fazer e sobra para os mais novos do setor (que atualmente se resume à minha pessoa). "É que eu fico tranqüilo, Karla, pois você nunca deixa um trabalho incompleto" - diz o chefe. Parece que a promoção virá a médio prazo; eu disse "parece", apesar da garantia dele, pois não acredito mesmo em promessas. De consolo, só a satisfação de fazer um trabalho bem feito.
Uma maravilha o show do Nando Reis: dessa vez em um local mais espaçoso, pulei e dancei até me acabar. Ah, e mais uma vez, a constatação da minha vida: não entendo e não falo a língua dos homens que me paqueram, e até na linguagem dos sinais eu me atrapalho toda. Ó vida.
Devo me encontrar amanhã (hoje!) com a professora da facul para pedir que ela seja a orientadora da minha monografia. Sempre me orgulhei de não ser nada tímida quando o assunto é estudo/trabalho, mas confesso que estou totalmente sem jeito para fazer esse pedido, haja vista o histórico de respostas grosseiras que já vi saindo da boca dela nas duas disciplinas que cursei. Como eu sempre li todos os textos e participei ativamente das aulas, me falaram que comigo seria diferente, mas não sei não, vou esperar para ver... Se tudo der certo, o tema será a participação das mulheres nas organizações de apoio ou resistência ao golpe de 1964, particularmente as de origem nordestina, e, pelo conhecimento do assunto, ela seria(será) a orientadora perfeita.
Quarta-feira volto a trabalhar, e não sei se é a agonia da monografia ou um efeito retardado dos acontecimentos ruins dos últimos meses que está(ão) me fazendo perder o sono à noite; desde a semana passada, tenho passado algumas noites em claro, elétrica, sem conseguir relaxar. As aulas também recomeçaram e não posso me dar ao luxo de ficar bêbada de sono no trabalho e na facul. E como remédio não tomo mesmo, o jeito é rezar.
Acho que nunca demorei tanto a atualizar o blog, mas a desculpa "são tantas coisas acontecendo que não tive nem cabeça pra lembrar" é a pura verdade:
- Graças a Deus o exame mostrou que não era câncer, mas sim uma bobagem que já está sendo tratada. Foi bom o susto para me mostrar que a imunidade está baixa (será que isso era a causa do cansaço constante?), mas Leucogem e muito suco de laranja com espinafre já devem estar revertendo essa situação;
- Estava contente com a melhora da minha mãe, que começava a se mostrar menos triste com a morte do meu pai, quando veio a "bomba": o irmão querido dela, nosso modelo de tio, marido e pai, cometeu suicídio dia 19 de novembro (1 ano e 5 dias após a morte do meu pai), e todos ficamos muito abalados. É um choque grande, uma tragédia difícil de enfrentar, principalmente porque ele não dava sinais explícitos de depressão, mas mascarava-os com uma alegria aparente; pensamos que o motivo tenha sido tristeza pela morte do filho, há sete anos, em um acidente de moto, mas tenho a certeza de que nunca saberemos realmente o que estava se passando com ele para tomar essa atitude;
- No trabalho, tudo vai bem, com possibilidade de ascensão à vista: estão gostando do meu trabalho e meu chefe deferiu minhas férias para janeiro sem que eu precisasse pedir duas vezes. Ontem, na festa de confraternização, um colega, que nunca foi de falar muito, mas tinha bebido além da conta, me deu umas dicas ótimas e ainda confessou que os chefes estavam satisfeitos comigo;
- Recomeçaram as aulas da facul e decidi que a minha monografia será sobre memória da ditadura militar pós-64; o próximo passo será ler alguns livros essenciais sobre o assunto e tentar delimitar ainda mais o tema;
- Presente de Natal: acabei de fechar com a Denise do Síndrome de Estocolmo a compra de um iPod mini de 4GB, por um preço ótimo, com o bônus de muitas músicas da coleção dela;
- Um ano depois da primeira cirurgia plástica de reconstrução do braço, mais do que nunca, posso dizer: vale a pena viver.
Não morri nem enterrei o blog: trabalho, muito cansaço, a mesma ladainha de sempre. Tomei posse dia 1º de outubro no novo local: no começo foi ótimo, mas já houve tantas mudanças e minhas atribuições estão tão indefinidas que no final do dia me pergunto se no outro ainda estarei no mesmo lugar. No trabalho preciso de segurança, sabe? Rotina, trabalho metódico, não me importo; ficar correndo sem saber onde vou parar é que não dá.
Férias em novembro, viagem? Nem nos sonhos. Talvez em janeiro, coincidindo só duas semanas com as da facul. Primeiras férias pós-cirurgias e não vai dar nem pra ir na esquina (janeiro = sol forte, nem pensar). Vou ver se ganho na loteria e dou um pulinho em Paris.
Apesar dos protestos, decidi que vou deixar de ser ruiva: castanho acobreado no máximo, e ponto final.
Visita à médica, surpresa ruim: biópsia de um tecido retirado em local suspeito, "fique tranqüila, K, que não é câncer!". Eu já vi esse filme, rezem por mim.
Um mês de agonia crescente, quase desespero, mas com saldo positivo: não consegui o cargo de analista, mas o de assistente, sim! Sexta passada um dos chefões da superintendência local me ligou e confirmou que eu fui a escolhida. Depois de já ter até pensado que nem ia ter seleção (como ocorreu com a outra vaga), eis que quinta recebi uma mensagem chamando para a entrevista, compareci e o resultado já saiu no outro dia. Sensação ótima: novo trabalho, melhor local e, o que é melhor, NÃO VOU PRECISAR ATENDER CLIENTES!!! Quer dizer, os clientes serão as agências, mas será infinitamente menos estressante, aposto. Ah, a quantidade de trabalho e o salário - por enquanto! - serão os mesmos, mas medo de serviço pesado eu não tenho mesmo. As nuvens pesadas estão passando, já tô conseguindo ver uma boa parte do céu azul, graças a Deus.
A comemoração do novo cargo foi no meu estilo, claro: aulas sobre mitologia grega, mais especificamente, "a geração dos deuses", ontem e hoje, na Associação Nova Acrópole, com uma maravilha de professora. Morri de prazer ouvindo as histórias dos personagens principais, e a sensação é de que ela tirou um véu dos meus olhos, já que agora estou conseguindo ligar os deuses principais, ao invés das informações soltas de histórias esparsas, lidas aqui e ali.
Eu queria ter tido coragem de pedir a alguém para tirar uma foto do chefão quando comuniquei que iria sair da agência: claro que ele já tinha sido comunicado pelo meu futuro chefe, mas a expressão de "magoado" eu não vou esquecer. Tomara que antes de perder dez bons funcionários ele aprenda que não dá para brincar com o amor-próprio alheio do jeito que vem fazendo.
E, quem sabe, não me vendo mais todo dia, um certo alguém esqueça a fixação - obsessão, doença, nem sei mais o quê - que inventou de ter por mim. Nunca esqueço do que uma amiga disse, um tempo atrás, meio brincando, meio séria: "vejo a hora você e minha irmã, com esses caras doidos atrás de vocês, chegarem em casa aos pedaços, dentro de um saco de lixo". É por essas e outras que ando pensando em fazer um cadastro aqui e acabar de vez com essas histórias decepcionantes.
Mau sinal: apesar do dia de folga, não fui renovar meu passaporte. Isso significa que o entusiasmo pela viagem está enfraquecendo, embora esteja devorando o guia, vendo filmes sobre o assunto e relembrando a conjugação dos verbos (dois anos de aula que até serviram, sabe?). Já registrei no sistema a intenção de férias a partir de 5 de novembro, quando não haverá conflito com outro colega, será primavera no Peru e, se Deus permitir, não choverá muito. O problema é que não dá pra ir "por conta própria" (fazer reserva por telefone ou internet, nem pensar) e as excursões que andei vendo são muito caras pro meu bolso para menos de uma semana de viagem (sou muito covarde pra fazer dívidas para momentos de "prazer"). O pior é que, como sei que não poderei tomar Sol pelo menos até o começo do ano que vem, vai ser difícil rolar outra viagem nas férias. Ó vida.
Clima tenebroso, depressivo no trabalho. Cada um indo para uma agência diferente (inclusive o chefinho camarada (por que não é o chefão, hein?)) e não fui chamada para o cargo de analista para qual me candidatei ("cartas marcadas", eu já desconfiava). Uns trabalhando muito, outros fugindo, injustiça tamanha que por mais de uma vez deu vontade de levantar da cadeira e gritar no meio da tarde. Juro que deu, deu sim. Mas eu engoli de volta, já é difícil ser mulher e jovem, não dá para ser louca também. Resultado: doença, claro, e uma dor no tórax que pensei que tivesse chegado a minha hora - de ir pro hospital, claro; tenho certeza que vou passar dos 70, só não sei se decrépita ou não -. O pior é que em todos os momentos da agonia do câncer eu ainda olhava o céu e via um azul brilhante; nessas últimas semanas, tá tudo cinza.
Minha primeira decepção com o Submarino: o pedido que fiz perto da meia-noite de 31 de maio, previsto para chegar até quarta passada, dia 6, nem sinal. Sabe aquelas fases em que tudo, tudo dá errado? Até evitando sair estou, com medo do lazer se transformar num desastre.
Sabe qual é a minha mais nova meta, no Banco? Não é nada mais do que aprender com o meu chefe a ter a cara-de-pau de chegar atrasado, passar o dia enrolando e ainda ficar revoltado por terem cancelado a folga por causa da vinda do Gerente de Mercado. E a cara que ele fez, fingindo que queria a folga pra visitar a irmã doente, quando iria mesmo é para o São João em Campina Grande? Um chefe folgado atrás do outro é carma, só pode ser.
Melhor descoberta (ainda que atrasada) dos últimos tempos: Google Reader. E o pessoal da tecnologia do Banco ainda não bloqueou, o que quer dizer que, por enquanto, ainda dá pra olhar meus sites preferidos no trabalho, e esquecer um pouco a raiva do chefe que não faz nada o dia todo e o "Pacote da Maldade" que a direção geral lançou sobre os funcionários. Tô direcionando o pensamento para as coisas boas da vida, pelo menos até o próximo piti; vamos ver até quando agüentarei.
Queria poder postar toda vez que surgisse uma boa idéia. Pensei em postar via e-mail, mas não dá pra ficar à vontade lá na agência, com colegas passando pra lá e pra cá a toda hora. Hoje teve visita do Super e a quase confirmação de que a agência irá subir de nível. Aumento de salário? Só para os gerentes e administradores (para nós, só aumento de trabalho e um tapinha nas costas). Tem nada não, pra que eu quero ganhar dinheiro mesmo?
Nas últimas duas semanas tenho me segurado pra não mandar duas "figuras" calarem a boca e parar com as lamentações sem fim. Problemas há em todo o lugar, afinal. Quem souber onde tem paciência pra vender, favor me avise com urgência.
Todo mundo está acostumando a ver a mulher sofrer depois do fim de um relacionamento, não é? Por que, quando acontece de o homem ficar mal, ninguém encara com naturalidade? Ter que encarar uma conversa com o chefão, me perguntando o que estava acontecendo com o ex, era a última coisa que eu queria. É uma pena ele não ter maturidade suficiente para evitar que os problemas pessoais interfiram no trabalho; nas muitas vezes em que o mundo quase caiu na minha cabeça, desde problemas de saúde a emocionais, agüentei firme, e espero que os outros façam o mesmo. Sinto muito, mas não tenho muito jeito pra bancar a babá de "coitadinhos".
A partir de segunda, não estarei mais substituindo o chefe: isso quer dizer que volto à (ótima) vidinha de sair no horário certo e não carregar toda os problemas nos ombros. E o melhor: chega de almoços tediosos com clientes chatos, por um bom tempo. Mais uma vez o chefão perguntou se eu queria a comissão de Gerente de Contas, outra vez disse não. Alívio.
Mas boa mesmo está sendo a sensação de liberdade: escolhi não ir a lugar algum neste final de semana, ficarei vegetando em frente à TV e não darei a ninguém a oportunidade de me importunar. Nada de sair por obrigação, ter que disfarçar a cara de tédio e sorrir como se tivesse me divertindo. O travesseiro e o controle remoto são o meu refúgio, e isso me basta.
Até ensaiei, ainda agora, chegar pra ele e acabar o namoro. "Olha, foi muito bom, mas não dá mais..." Covarde, covarde, covarde: não consegui. Assistimos The Queen e nem pude prestar muita atenção ao filme, nesse dilema "digo ou espero mais um pouco"; só reparei que Helen Mirren e Martin Sheen (o "Tony Blair") estavam ótimos. Concordo com quem escreveu por aí que, depois desse filme, a rainha é que passará a se parecer com a personagem a que Mirren deu vida.
Volto a trabalhar dia 26: quase 3 meses de licença, mas ainda acho pouco. Agora estou ótima com relação à saúde, mas com um desânimo do tamanho do mundo de voltar a trabalhar. E pior: substituindo o meu chefe, o que provavelmente me renderá umas dores de cabeça causadas por trabalho acumulado e empurrado com a barriga. O que me faz lembrar do recado que o chefão deixou no meu Orkut no final do ano: "que 2007 seja repleto de alegrias e chefes menos chatos". É carma, só pode ser. E talvez eu jogue na Mega Sena esta semana.
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Meu amigo Che Meu país inventado Mitologia ao alcance de todos Moça, interrompida Nas fronteiras da loucura O Amor nos Tempos do Cólera O Apanhador no Campo de Centeio O caçador de pipas O Guia do Mochileiro das Galáxias O homem e seu algoz
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