segunda-feira, dezembro 07, 2009


Vergonha: dois meses depois da chegada e só agora penso em escrever as impressões da viagem. E, puxa vida, foi A viagem.

Resumão: Cambridge agora é a minha segunda casa. Uma semana e eu já não estranhava mais todo mundo falando inglês, já ia da residência pra escola e de lá pro centro com os olhos fechados e ficava torcendo pra aquelas semanas passarem bem devagarinho.

Preciso registrar tudo, ainda que aqui: o professor "gente boa", o metido a engraçado, a que estava sempre entediada e o que não respondia aos meus cumprimentos, e fazia cara de nojo (me disseram que ele era formado pela Cambridge University, mas ninguém sabia porque ele dava aula de inglês ali. Eu o achava muito esnobe, mas talvez fosse muito amargurado).

Falei que fiquei na turma do Avançado? Muitos orientais: coreanos simpáticos e uma japonesa generosa que me acolheu e dava dicas para eu "não passar vergonha". A senhora suíça que nos fazia morrer de rir contando da sujeira que estava o banheiro, o quarto, a cozinha do bloco em que ela estava morando, na residência... E eu olhava pros lados e via estudante de tudo quanto é lugar da Europa e do mundo.

E tinha um turco, viu? "O" turco. Mas eu "amarelei" e nunca consegui falar com ele. A boba aqui só ficava pensando na diferença de idade ("e se eu for dez anos mais velha do que ele?"), porque, bem, todo mundo achava que eu tinha pouco mais de vinte anos. Até eu não acredito nos 34, pra falar a verdade.

Mas a questão é que o meu inglês melhorou muuito, o meu mundo se ampliou, eu andei por quatro países sozinha, e agora acho que posso tudo. Esta cidade, o Estado, o país é pouco, muito pouco: não vejo a hora de conhecer o mundo.


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Karla às 21:14 ::



  sexta-feira, junho 26, 2009


Depois de vários meses de sacrifício e dúvida (muitas vezes me sentindo a maior idiota por ficar em casa estudando, ao invés de olhar o mundo lá fora), agora veio a satisfação: aprovada em 3 certificações no Banco (não passei na quarta por UMA questão) e essa beleza de nota aí embaixo no IELTS:

YOUR RESULT
Candidate Number XXX
Listening 7.5
Reading 7.5
Writing 7
Speaking 7
Overall Band 7.5

Nível "Good user" e mais uns pontos no currículo do Banco, feliz demais.

Faltou falar do cansaço de todo dia no trabalho, das noites mal-dormidas (preocupação constante), mas não tem nada, não: Cambridge e cidades vizinhas me esperam em setembro. Claro que está valendo a pena.

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Karla às 22:15 ::



  domingo, novembro 23, 2008


Faz uma semana que estou apaixonada por um personagem. Uma semana de insônia, frio na barriga, alheamento, até perdi peso. Não me orgulho: homem inatingível, nem perto de um dos clássicos da literatura, imaturo até. Como é que um cara de carne e osso e defeitos conseguirá rivalizar com alguém tão perfeito? Sem chance. Quando é que eu vou sair da adolescência, hein?

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Karla às 23:04 ::



  segunda-feira, setembro 22, 2008


Férias do trabalho e da facul, mas não inteiramente: estou participando de um grupo de estudos de História do Século XX, formado por alunos e professores da universidade, e adorando. Claro que o material para leitura é enorme, mas uma reunião por mês não me matará. Faltam cinco disciplinas para concluir o curso, daqui a dois semestres me formo; já estou com saudades.

Os dentes inferiores muito juntos e feios me fizeram tomar uma decisão: voltar a usar aparelho ortodôntico, depois de vinte anos. Engraçado que lembro ter beijado meu primeiro namorado quando ainda usava um, e da alegria quando tirei, pouco tempo depois. Tomara que o tratamento não ultrapasse os dois anos.

Depois de meses de agonia, trabalhando bastante e sendo trocada de setor, meu chefe me liga hoje: "é que teve modificações aqui e você fará parte delas". Gelei. "Preciso procurar outro local (leia-se agência) para trabalhar, chefe?" Ele faz suspense, depois ri e diz: "Não, K. Tô te nomeando agora Analista, como reconhecimento do seu trabalho!" Agradeci, desliguei e comecei a chorar. Menos de um ano para atingir o objetivo; mais do que o dobro do salário. Valeu, Deus.

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Karla às 22:00 ::



  sábado, julho 12, 2008


Nos últimos meses, a palavra que mais saiu da minha boca como desculpa foi "correria". O problema é que não é muito diferente dos outros tempos: trabalho, facul, alguns problemas pessoais e só. Mas o cansaço que sinto é grande, essa é a questão. Ultimamente tenho me assustado ao me pegar constantemente pensando que o tempo está passando e eu passo quase a semana toda "trancada" das 8:00 às 18:00 na prisão do trabalho e a facul, que tanto me dava (e ainda dá) prazer passou a significar mais quatro paredes a me prender. Desde que fiz as duas últimas cirurgias e fiquei um mês inteiro limitada ao quarto, sala e cozinha, desenvolvi uma espécie de claustrofobia ocasional: não é estar presa que faz com que o peito aperte e comece uma sensação de falta de ar, mas o pensamento do confinamento que me perturba. Puramente psicológico, eu sei, tanto que na mesma hora começo a respirar fundo e direcionar a atenção para outra coisa, e a "crise" passa rápido. Mas olha, não é fácil, não.

No último mês tenho recebido muitos elogios, do chefe, dos colegas, dos professores. A história de ser forte, sempre tomar a iniciativa, não temer trabalho, etc. É bom ouvir isso, muito bom. Mas o que eu queria mesmo era não precisar vencer tantos obstáculos, ou melhor, não ter imposto a mim mesma a obrigação de vencer sempre. Cansaço, olha aí a origem do cansaço. Uma vez uma pessoa me falou que o que eu já passei, aos trinta, era mais do que muitos enfrentam a vida toda. Quer saber? Seria muito bom se não tivesse que ser assim.

Karla às 20:33 ::



  domingo, maio 18, 2008


Dois meses de leva-e-traz micro (novinho!) pra assistência, de finalização do projeto da monografia (nota dez) e de trabalho chato até tarde. Cansaço, sabe? Gosto de ter quase tudo sob controle, e nesses últimos tempos vivo com a impressão de que estou na corda bamba e que vai acontecer alguma coisa que irá mudar minha vida para sempre. Não que ela seja maravilhosa, mas o histórico de mudanças não foi bom, e o pessimismo toma conta de tudo.

Ah, e eu virei uma chata indecisa que não sabe se adora a rotina ou se joga tudo para o alto - leia-se emprego - e vai tentar descobrir o que realmente gosta de fazer na vida. Um dia quase peguei minha bolsa e saí no meio da tarde sem dizer tchau a ninguém. Quase. Mas a vontade foi enorme.

Trinta e três batendo à porta: continuo com a cara de menina e a sensação de que ainda estou escolhendo "o que vou ser quando crescer". Só que já escolhi, não é mesmo? E não estou nada satisfeita. Quem sabe se eu conseguir voltar oito anos no tempo...

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Karla às 17:24 ::



  segunda-feira, março 17, 2008


Estava retocando a introdução do projeto para enviar à professora, quando o micro trava e na reinicialização aparece a mensagem "boot failure. press any key to continue", e nada de iniciar o Windows. Apesar de quase tudo salvo no Google Docs, não deu pra evitar a sensação de desânimo, ao pensar no leva-e-traz do micro à assistência e no atraso das anotações da monografia. Mas eu rezei muito e... Deus salve a minha amiga Lan* e o modo de segurança do Ruindows! :)

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Karla às 22:43 ::



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